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quarta-feira, janeiro 07, 2009

A Máquina da Loiça

a. A loiça que está dentro da máquina está lavada?

b. Sim. …Acho que sim. Eu pelo menos coloquei a máquina a lavar.

a. Hum … não sei não.. (diz ela com ar suspeito)

b. …Mas eu coloquei a máquina a lavar antes de sair de casa. Esta máquina não lava nada bem a loiça. Não percebo.

Ela tira um prato da máquina cheio de restos de comida.

Ele fica com um ar de espanto genuíno.

a. Amor, tu sabes que os anúncios de televisão têm efeitos especiais, não sabes? Aquela cena das mãos dentro da máquina a lavarem a esfregarem a loiça, é uma estratégia muito feia para levar as pessoas a comprarem uma máquina…

b. Hum (pensativo)… continuo sem perceber para que serve então a máquina de lavar loiça…

a. Também eu, também eu...

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Recordar!

E há uns tempos atrás foi assim.. Supresa boa na minha caixa de correio. Um dia mais que bonito, numa quinta no Azeitão.




Nunca vos aconteceu olhar para uma foto e pensar "não me reconheço"? Foi o que me aconteceu.

segunda-feira, novembro 19, 2007

Procuram-se na Memória..



... conhecimentos adquiridos há muito tempo atrás.

Depois de longos anos de esquecimento... Finalmente já tenho Guitarra Arranjada!

segunda-feira, agosto 13, 2007

sexta-feira, maio 04, 2007

Intermitências

Falemos.

E continuemos a falar. E mais ainda, falemos.

No outro dia, parece que nasceu um mim uma outra pessoa. Não foi assim, de um momento para o outro. Ela andava a tentar crescer para poder ter forma cá forma. Andava à procura de uma forma nova para mim. Fui construindo. Diariamente. Lentamente. Andava ansiosa para ver como seria. Não fazia ideia de como poderia ser, sabia e afirmava que teria que ser decidida. Tinha que ser assertiva, tinha que ter acesso ao poder interior e usá-lo com clareza e objectividade. Sabia que tinha de ser uma mulher.

Senti-me assim.

Não importa o faça, desde que o faça com amor. Interiorizei. É um caminho para me levar ao algum lado. E eu sei qual é. Focalizei.

E ando intermitente.

Quanto mais próximas são as relações, com maior intensidade nos projectamos e estamos nelas. Ontem ia morrendo de susto. Mas eu sabia que estava para acontecer. Afinal, nós no fundo sabemos tudo. Ou então não sabemos, e quando usamos essa expressão... usamo-la simplesmente para colmatar uma falha interior muito grande: a de não sabermos nada. E temos que nos centrar nas evidências. E é aí que nos sentímos culpados, doentes.... ah, e já referi culpados?

A minha mãe está em processo há algum tempo. E agora? Agora é o culminar de tudo aquilo que foi sendo acumulado durante anos e anos de tristeza.

E eu?

Eu agora só me consigo adjectivar de péssima para baixo.

Eu sou a psicóloga clínica que nem filha consegue ser.

Afinal, não nasceu a nova forma em mim. Foi um vislumbre daquilo que poderia ser.

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Back!

Ontem li: "Parece que foste para o Porto e não voltaste..."

E eu penso: "gostaria de lá ter ficado." E respondo: "pois, parece que não voltei."

Logo a seguir perguntaram-me: "Não escreves no blog, porquê?"

"Nem sei porquê", penso eu. E respondo pensando que sei. E de facto até sei.

...

O Porto.. foi atribulado. Cansativo. Estupidificante. E eis que de repente tive um rasgo de iluminação e adjectivei de uma forma perfeita o meu trabalho.

A parte boa e fantástica foi o pós-laboral. Os meus 12 magníficos são brilhantes. Estiveram na perfeição a representar o Algarve e combateram de uma forma humilde e despretensiosa o mito de que no Algarve não se trabalha. Fiquei orgulhosa!


(os 12 magnificos comigo)

O Porto é uma cidade bonita. Já a conheci em outras circunstâncias. Desta vez, só a pude ver de noite. E que maravilha de noites. Não fosse o cansaço e teria sido bem melhor. Fiz o impossível: encontrar às 5 da manhã uma pessoa conhecida que já não via há anos.

Detestei o sítio onde fiquei a dormir. O nome diz tudo Residencial Pão de Açucar. Evitem-na a todo o custo. Da próxima vez sou eu que organizo a estadia.

(foto da escadaria, a coisa mais bonita da residencial e que eu não consegui fotografar como deve de ser)

Adorei um jantar em particular num restaurante magnífico. As entradas maravilhosas, o prato principal fantástico, o vinho mais do que bebível e as sobremesas deliciosas. O atendimento excepcional. Fica aqui a síntese do que pode ser uma visita ao Solar do Pátio.

Adorei conhecer o bar "Maus Hábitos", tem um ambiente perfeito. A entrada no elevador manhoso para chegar lá acima pode assustar os mais sensíveis. Os mais corajosos sempre podem subir as escadas. Mas depois... depois de se chegar lá acima vale a pena. Música ambiente, salas com exposições... muito bom.

(foto de uma exposição nos "Maus Hábitos")

Passar a ponte D. Miguel a pé com o intuito de ir até aos bares e ouvir música ao vivo tornou-se numa aventura. A seguir voltar para o outro lado e ir até ao "Contagiarte"... bar estranho, música estranha, pessoas estranhas, chão a tremer e tecto a cair.. Mas engraçado.

(em Gaia no bar com música ao vivo - quase que não ficava na fotografia)


(Pormenor do "Contagiarte")

Na volta fui até Lisboa e depois fui até Sintra conhecer a Quinta da Regaleira. ADOREI! Tenho que lá voltar! Não deu para ver um terço daquele espaço e não tinha vontade nenhuma de lá sair. Fica prometida pelo menos mais uma visita.

(Quinta da Regaleira)

Foi preciso sair de Faro uma semana para acontecer alguma coisa de novo nesta cidade. Quando voltei já tinham aberto dois bares (o Aparteclub em Faro e o Suigeneris na praia de Faro) e um novo centro comercial. Um viva às catedrais do consumo e do apelo à dispersão.

Ontem descobri que o AtriumFaro já abriu. Quer dizer, mais ou menos. Parece que abriu as portas e não avisou ninguém na cidade. Boa publicidade. É por isso que as coisas funcionam. E bem. Tão bem que a única coisa que está aberta para além das portas principais são as três salas de cinema. Fora de brincadeiras... Está um espaço muito bonito, com muita luz, arquitectonicamente muito bem conseguido, só por isso vale a pena a visita. E tem a vantagem de não nos sentirmos tentados a gastar dinheiro visto que as 30 lojas estão bem fechadas.

Para quando uma FNAC por favor?!? ..

Cheguei a Faro, queria férias e não mas deram. Cheguei a Faro e fiquei doente. Cheguei e fiquei ainda mais silenciosa.

Confirma-se: retornei a Faro..


terça-feira, dezembro 05, 2006

Nada Mais, Só Silêncio

E de repente já não se precisa de nada. Não precisamos de nada porque nada serve. Um curso não serve, um trabalho não serve, uma roupa não serve... tão pouco o dinheiro. Porque ele efectivamente não compra nada. Rigorosamente nada. Nem saúde. Ele serve para termos a desculpa de inventarmos necessidades e desejos, para colmatar falhas que julgamos serem a desculpa da nossa miserável condição: a de simplesmente existir.



Amanhã faz uma semana que nasceu a Mariana. A esperada e desejada filha da minha colega de trabalho. A mãe da minha colega liga para dar a notícia. Tinha o sol na voz, e dizia “já nasceu, sou avó de uma menina linda. Foi um parto normal, nasceu às 13h30 e é perfeita. E está tudo bem com a Cecília.”

No dia a seguir, soubemos a notícia que mais parece ser uma mentira. “A menina está mal, vai ter que ir para a Estefânia.” Entro em choque. Não quero acreditar. Mil e uma perguntas aparecem na minha cabeça, e todas elas temem ver-se respondidas. Porque se forem, é demasiado real. Penso imediatamente que a informação que me estava a ser transmitida não tinha fundamento. Ligo à Carla, a minha amiga enfermeira, e ela diz-me o impensável: “Ia ligar-te Telma. Mas percebo que já sabes. A filha da tua colega está mal e o prognóstico não é bom. A situação está a evoluir de uma forma muito rápida. É um tumor cerebral que está a crescer em exponencial. Não há forma de o travar.”

De imediato tinha a evidência, a prova cientifica a martelar nos meus ouvidos. Já não havia perguntas objectivas. Começaram a soar os porquês. A baterem ruidosamente na minha cabeça.

Apetece-me chorar. Vivi a gravidez todo este tempo e não me apercebi. Vi a barriga crescer, os vídeos da bebé a mexer-se na barriga da mãe, vi as fotos a três dimensões, vi a vida a crescer… Era um dado adquirido que estava tudo perfeito.

E num espaço de 10 horas a felicidade toma a forma do seu extremo oposto. A tristeza, a angústia e a dúvida enchem a mente e o coração. Mesmo sabendo dos dados, a esperança não desaparece. Até ontem. Faleceu. Já não há nada a fazer. De um momento para o outro um sonho foi rasgado, retirado à força, partido...

Em cada passo que dou questiono Deus, a Vida, o Universo, a Existência. E penso que nada disso existe.

Até hoje não consegui ir ter com ela. Sou uma cobarde. Invento mil e uma desculpas e não consigo ir, estou à porta e não consigo subir. Digo a mim mesma que envio a energia positiva até ela. Digo também que se lá chegar vou desatar a chorar e não quero fragiliza-la mais. Digo isso e muito mais. Não há nada que possa fazer, mas gostava de lhe dizer que não podendo fazer nada, estou disponível para dar a mão, estar em silêncio e ouvir o que não há para dizer.

terça-feira, novembro 14, 2006

Namaste



Ontem antes de ir ver a "Lula e a Baleia" (obrigada pela dica Bisturi, é um verdadeiro hino às famílias disfuncionais), que aconselho vivamente a verem se tiverem a possibilidade, estava a falar com uns amigos sobre música. Veiram à baila os Blasted Mechanism.. e lembrei-me de uma conversa que tive com o Amorphico a esse respeito. E pensei... o youtube, que tem tudo e mais alguma, deve ter o "famoso" excerto que me ficou na memória. Pelo espanto e pelo silêncio que deixou na plateia. E eis que tinha.

"Namaste para todos. Obrigado ao Criador. Obrigado ao planeta Terra. Obrigado ao Prof. Agostinho da Silva por nos ter ensinado que ser poeta é ser livre."

Discurso de agradecimento bonito, não é?

A propósito de Agostinho da Silva, deixo eu agora uma dica. Vejam as "Conversas Vadias", se puderem. Faz bem à alma ouvir falar alguém assim... tão grandioso.

Namaste!

segunda-feira, setembro 25, 2006

1 Ano


Um ano de devaneios escritos e outros tantos que ficaram por serem falados.

Um agradecimento aos comentários simpáticos que deixam por aqui e na minha caixa de correio.

sexta-feira, setembro 08, 2006

É ele.. É ELE


Há uns 4 ou 5 anos atrás, liguei-te.

Liguei-te para me relembrar de ti.

Liguei-te porque queria saber como estavas a recomeçar a vida aí para os lados de Lisboa.

Liguei-te para matar saudades do tempo em que estávamos juntas quase todos os dias e em que tínhamos conversas intermináveis sobre tudo e sobre nada. Mas onde quase sempre falávamos do Amor e dos relacionamentos que tivemos, tínhamos e que gostaríamos de vir a ter.

“- Olá! Como estás??
- Estou bem e tu? Olha estou aqui com ele. (tudo dito quase que num sussurro..)
- Estou bem! Bem isso parece que se está a tornar sério.. que bom!
- Sabes Telma.. eu sei que o que te vou dizer pode parecer a maior estupidez do mundo.. Mas.. eu sei que é ele, é o tal.
- hã?!?!?
- Sim, encontrei o Ele da minha vida. (com um misto de ternura, alegria e certeza)"


Até hoje me lembro deste telefonema. E recordo-me de pensar: “como saberá ela isso?!?!!..”. E depois claro, a conversa mental que se passou na minha cabeça: "Será que tem que haver uma pessoa até ao final da nossa vida? E se há, que coisa dificil.. andar à procura até encontrar... "

Até hoje me questiono sobre o porquê dessa certeza inabalável. Pode ser que amanhã, em plena Arrábida, te pergunte como sabias, sabes e saberás. Ou então, aproveito para ficar simplesmente quieta e calada... :) Amanhã vou assistir e partilhar da tua alegria quando disseres esse afamado sim e ouvires o desejado sim.

Muitas Felicidades!!
Muito Amor de Qualidade na tua vida minha querida Amiga.