Mostrar mensagens com a etiqueta Literatura. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Literatura. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, setembro 22, 2009

Leituras



"É tão estranha a sensação de não viver. De estar só à espera que aconteça. Olhar para trás e ver que em quase meio ano nada aconteceu. Pelo menos comigo. (...) eu estou em stand by. (...) Como os passageiros à espera de um outro destino naquelas salas de aeroporto que são onde melhor se ouve a solidão de estarmos tão perdidos assim como eu aqui, que por momentos nos transformamos em verdadeiros fantasmas, sem sombra sequer, sem nada. Até acontecer alguma coisa. Vai ter de acontecer alguma coisa. E não acontece."

Pedro Paixão, Viver Todos os Dias Cansa.

Este é um daqueles autores supreendentes, e este foi um livro que se leu tão rapidamente que soube a pouco.. mal posso esperar por ter nas minhas mãos outro livro de Pedro Paixão.

domingo, janeiro 25, 2009

O Que se Lê (parte II)

A minha relação com os livros é no mínimo estranha. Digo sempre que são eles que me escolhem. Ou então, sou eu que penso dessa forma para tentar desculpar o meu vício compulsivo de comprar livros e mais livros. Mais uma vez, fui escolhida por um Livro. Não existe uma forma repetida de ser escolhida por eles. Pode-se dar o acaso de eu estar a passar por um pilha de 150 livros, e no meio dessa pilha ele estar lá, ou então no molhe de livros que ninguém quer e ele está lá. Eu ir a passar, e ele cair da prateleira, eu ir pagar e alguém deixar um livro que não quer... e às vezes sou guiada num transe espiritual (sim, é quase um fenómeno transcendental) para O livro. O factor comum, é o facto do livro sobressair pela aura luminosa que o envolve e que me chama até ele.

Essa é a minha teoria científica explicativa para a minha compra de livros compulsiva.

Posto isso, ontem estava um livro à minha espera. Entre os cereais, os iogurtes, tomates, verduras, o pão e o queijo, eis que surge, como que por magia, uma pilha de livros para venda a menos de 5 euros. Os meus olhos brilharam, toda eu estremeci, pego no meu carrinho de compras, as compras saltam carro fora e atropelo-me para lá chegar...

"Lançar o Elefante - Zen e a arte de ter o chefe na mão" (nunca deixe o seu chefe ler este livro). De Stanley Bing, Colecção Guru, Editora Lua de Papel.

Pérolas, verdadeiras pérolas de sabedoria estão descritas neste livro. Para quem tem problemas, no seu local de trabalho, em particular com o seu patrão (leia-se elefante) e está resolvido a mudar de vida este livro parece-me de leitura obrigatória. Vou só deixar um cheirinho:

"Factos sobre os elefantes

- o elfante está habituado a conseguir o que quer. Quando não consegue, faz uma data de barulho e ameaça o bem -estar dos seus tratadores e dos seus elefantes pares.
- o elefante joga pelas regras que ele mesmo concebeu. Muitas vezes, essas regras não fazem sentido para mais ninguém a não ser para ele próprio, e não há nenhuma razão para as aseguir, a não ser porque o elefante nos magoa se não as seguirmos.
- o elefante destesta ficar sem fazer nada, a não ser que chame a essa ocorrência uma reunião.
(..)
"As quatro (ou cinco) grandes verdades:
Verdade nº1: Trabalho é sofrimento. A capacidade de mandar nos outros destrói toda a decência humana. Os testemunhos dizem que não era nada fácil trabalhar para Ghandi, apesar da sua boa imagem noutras áreas. Não há maneira de controlar isso. Os patrões são péssimos. Resolva isso na sua cabeça.
(.....)
Verdade 5: não existe a verdade número 5."

Depois desta introdução o livro delicia-nos com uma série de técnicas zen para lidar com o elefante e, quem sabe chegar mesmo a lançar o elefante.

Escrita absolutamente irónica, com um humor verdadeiramente inteligente, provocante e pedagógico. Vou continuar a ler, até já!!

sexta-feira, janeiro 23, 2009

O Que se Lê


"Para as pérolas se formarem tem de haver algum grão de areia na ostra. Cada um de nós tem a sua pergunta granulosa. Com demasiada frequência, contudo, dedicamos a vida a ignorá-la em vez de a trabalharmos. Segundo o Zen, é este ignorar (avidya) que nos mantém no domínio do sofrimento (samsara), mas é o grão de areia (dukkha) que nos dá a oportunidade de nos libertarmos."

(David Brazier, Terapia Zen - Uma Abordagem Budista à Psicoterapia, pág. 15, edi. Estrela Polar)

segunda-feira, outubro 02, 2006

Cisnes, Feiticeiros, Druidas, Criaturas Encantadas..



"De onde vieste?
Do caldeirão do Desconhecido.
Qual é o teu destino?
O conhecimento. A sabedoria. A compreensão de todas as coisas."
Estou viciada na Triologia Sevenwaters de Juliet Marillier.. quem gostou de ler As Brumas de Avalon da Marion Zimmer Bradley, vai gostar de ler estes livros cheios de magia e mitologia celta.

quinta-feira, abril 27, 2006

...


"A Dor é Temporária, a Cura é Permanente"
(Donna Cunningham in Plutão no Seu Mapa Astrológico)

sábado, abril 08, 2006

Princesas!!




Mais um livro. Sim, mais uma possibilidade de leitura. Mas desta vez um livro que fala do percurso, da caminhada e do crescimento duma mulher. É uma história que mete uma princesa chamada Vitória, a amiga imaginária da princesa, a Vicky, um mocho que é um médico de assuntos do coração, um príncipe encantado que contém nele um Sr. Risinhos e um Sr. Escondidinho, um golfinho chamado Dolly e uma feiticeira. Bem, dito e lido desta maneira até parece um livro para menores de 5 anos… e sim, também poderá ser para essa faixa etária…

O livro relata o percurso de qualquer mulher. Fala do resgate do poder interior, da modificação de pensamentos e/ou “pacotes de informação” que são implantados na realidade psíquica de uma criança e que não a permitem ser quem ela nasce para ser, que a condicionam a ser aquilo que é suposto ela ser. Retrata a jornada arquetípica da mulher de uma forma extraordinariamente simples, com o recurso a metáforas e alegorias que nos fazem sorrir e que nos prendem quase que impulsivamente página após página até chegarmos ao desejado e inspirante final.

Vicky a amiga imaginária da princesa retrata o lado emocional/irracional da princesa Vitória. Vitória foi obrigada a optar entre o Código de Conduta Real para Princesas e entre a sua amiga imaginária desde muito cedo… e, fechou Vicky num armário. Mas Vicky saiu mais tarde do armário, na altura em que Vitória encontrou o seu príncipe encantado. Vitoria casou-se e ansiava pelo final “e viveram felizes para sempre”, mas tal não sucedeu.. descobriu que o príncipe para além do Sr, Risinhos que a encantava, apresentava também um lado que ela desconhecia.. o Sr. Escondinho, que a deixava profundamente triste. Vê-se obrigada a ir percorrer o seu caminho, juntamente com Vicky. Caminho no qual descobre que não é preciso um mapa para saber para onde se “deve ir”, onde aprendeu que o mar das emoções pode ser trabalhado, onde experimentou o caminho mais fácil e foi ter à terra das ilusões, caminho no qual conseguiu libertar-se dos condicionamentos do passado e chegou ao Templo da Verdade, o seu templo interior...

É um livro que aconselho a leitura a todas as mulheres e a todos os homens que querem conhecer um pouco a realidade feminina.

Deixo apenas um excerto do livro, uma receita que o Henry Herbert Hoot, M. C. (Médico do Coração) prescreveu à princesa:

“- Não posso fazer mais nada. Estou tão doente e cansada. És médico. Não me podes ajudar?
- Sim, claro – respondeu o mocho, abrindo a sua mala preta e tirando um bloco de receitas. Escreveu qualquer coisa com a sua pena articulada, arrancou a folha e deu-a à princesa.

Esta olhou por entre as lágrimas, tentando decifrar o que ele escrevera

Nome: Princesa Vitória
Morada: Palácio Real

Receita:
A VERDADE É O MELHOR REMÉDIO
Tome o mais que puder, sempre que puder.

Repetições: Ilimitadas

- A verdade é um remédio? – perguntou a princesa.
- Sim. O remédio mais puro e eficaz do Universo. É o único que te pode ajudar.”


Boas leituras!
Neptuna

quarta-feira, março 29, 2006

Escolhas

"Escolhemos as nossas alegrias e as nossas tristezas muito antes de as vivermos." Kahlil Gibran

Gibran Khalil Gibran, poeta, pintor e filósofo libanês. Tem uma obra magnífica, tornou-se conhecido pelo seu célebre livro “O Profeta”. É um dos meus livros preferidos. Reencontrei-o novamente e tive que o ler pela milésima vez. O livro “O Profeta” reflete o pensamento do autor, as suas esperanças, a sua filosofia sobre o casamento, sobre os filhos, as leis, a morte, etc, assim como outros assuntos que podem ser resumidos pelo poder curador do amor universal e da unidade do ser. Caso estejam interessados em conhecer o autor e a obra cliquem no link com o nome do autor para irem a uma página com informação relativa à sua obra (bibliografia, biografia e galeria de arte); e, no título do livro para procederem ao download do mesmo.
Boas Leituras,
Saudações Neptunianas!