Domingo, Setembro 27, 2009

Ufaaa!



Depois de uns 350 kms, chegada a casa, com o propósito de ir votar... tinha-me esquecido do quê? .. do meu bilhete de identidade.. O que me salvou foi a carta de condução, com o passaporte caducado, só me restava mesmo a possibilidade de ir arranjar duas testemunhas para poder exercer o meu dever cívico..! Sim, seria necessária muita sorte (coisa que ultimamente não anda muito perto de mim), que os membros da mesa de voto me reconhecessem por unanimidade...! E já está votado!

Ps: naturalmente que o insólito também aconteceu enquanto estava na fila para votar. Um indivíduo estava a votar, e eu que ia votar a seguir, fui atropelada na entrada para a sala por dois amigos dele... que se foram juntar, ao que estava a votar, todos no minúsculo local destinado para a votação secreta... mais estranho do que isto? Só mesmo os membros da mesa de voto darem pela situação somente quando os três indivíduos começaram a discutir sabe-se lá a propósito do quê…

Terça-feira, Setembro 22, 2009

Leituras



"É tão estranha a sensação de não viver. De estar só à espera que aconteça. Olhar para trás e ver que em quase meio ano nada aconteceu. Pelo menos comigo. (...) eu estou em stand by. (...) Como os passageiros à espera de um outro destino naquelas salas de aeroporto que são onde melhor se ouve a solidão de estarmos tão perdidos assim como eu aqui, que por momentos nos transformamos em verdadeiros fantasmas, sem sombra sequer, sem nada. Até acontecer alguma coisa. Vai ter de acontecer alguma coisa. E não acontece." (Dias de 19

Pedro Paixão, Viver Todos os Dias Cansa.

Este é um daqueles autores supreendentes, e este foi um livro que se leu tão rapidamente que soube a pouco.. mal posso esperar por ter nas minhas mãos outro livro de Pedro Paixão.

Quarta-feira, Setembro 09, 2009

Praia da Ilha da Armona

E foi assim..






....em Pleno Agosto no meu Algarve!

Sexta-feira, Agosto 14, 2009

Paraísos

(foto de ADM/ António)

No algarve, o meu algarve, ainda se encontram paraísos perdidos a beira-mar. Ainda se encontram pequenos locais sagrados, locais onde a mão humana ainda não chegou cega e sedenta de destruição.

Adoro esta terra e adoro os seus contrastes.

O que me prende aqui? Acho que é o cheiro, a cor.. É o azul do céu brilhante que se cruza com outros tons verde-água no horizonte.

É o pôr do sol pelas 22h ,no pico do verão, que se perde numa paleta de vermelhos, laranjas e amarelos, que formam cores que duram apenas segundos de sensações e, que perduram na memória em forma de fotografia.

É o verde agreste da serra, que se perde em vistas infinitas de cheiros arrepiantamente quentes e que invadem o corpo com a vontade de se perder por ali.

É o Algarve perdido no encontro de raízes de quem o visita e já não quer sair de lá.

Eu nasci por aqui e, sou dona de um sentimento de pertença a tudo isso. Estou longe, mas de cada vez que chego pela A2, abrando na chegada ao Algarve, abro a janela, para ser invadida pelos cheiro das plantas agrestes que teimam em cheirar. É o Algarve, no seu melhor, no seu sossego pleno de sensações.

Deixo aqui uma amostra daquilo que ando a ver, a viver e a sentir por aí..

Praia da Terra Estreita, conhecem? Não há adjectivos suficientes para qualificar este lugar, mas numa tentativa vã, vou tentar dizer o que por lá senti. A natureza, por aqui, continua intacta e protegida. Tem bandeira azul, como em muitas praias no sotavento algarvio, o acesso é por barco (de 10 em 10 min.). O sossego é a palavra-chave. Pouca gente. Água muito quente.. Mais? Deixo-vos um convite para lá irem. Não vão querer outra coisa.

(foto de Fitopaldi)(foto de allcolorshandmade)



Sábado, Julho 18, 2009

Da Transformação

(Carta de Tarot o Julgamento do Baralho Shadowscape)

Os últimos tempos têm sido no mínimo complexos. A expressão mais usada tem sido: “a realidade não consegue superar a ficção!” E é um facto que assim o é. É incontornável, irrefutável e inegável.

Neste momento, o que sinto é que (e usando a expressão de um livro), só o amor é real. Tenho vindo a ficar reduzida ao mínimo, tudo o que é supérfluo por uma via ou por outra tem-me sido retirado sem qualquer meiguice. Não falo de questões materiais, falo de crenças. Todas elas, as crenças, caem à velocidade da luz. E na essência, considero-me mais perto de a qualquer momento poder vir a receber-me novamente de volta a casa.

Uma das crenças, associada ao amor, tem-me feito perceber da questão da incondicionalidade do amor. Tudo o que não pertence ao amor, tudo o que confunde o amor, ou melhor dizendo, tudo aquilo que nos distrai do foco do amor, tem sido colocado para trás das costas mal se observa o intuito da distracção. Não sei se é a isto que se pode chamar de observar fora de nós. Mas considero que deve de andar lá por perto.

O centramento nos problemas, desgasta, corrói e desidrata qualquer relação. E às vezes de uma forma irreversível. O foco no amor, na cumplicidade, da não existência de temas tabus, de se chamarem os nomes às coisas faz com o Amor seja uma presença constante. As interferências externas, podem estar sempre por perto mas nunca entrarem no jogo da relação a dois. Elas, não pertencem aí. Mas essa é uma escolha, a de não entrarem, tal qual como quando se permite que entrem. O truque aqui, a meu ver, é constância da presença, do estar juntinho a todo o momento para encarar a realidade como ela é. E não importa qual é a cor, qual é a tonalidade do mundo cá fora. O que importa é a cor que se quer dar a todo o momento à celebração da vida, da existência e do Amor. O que importa de facto, é olhar para aquilo que é verdadeiramente importante, o encontro de duas Almas que se querem bem em qualquer circunstância.

Saudações Neptunianas!

Quinta-feira, Julho 16, 2009

Uma Lavagem...

.. uma nova imagem.

Há muito tempo que queria mudar o visual do blog. Estava desactualizado, estava ultrapassado, estava gasto..! Tal qual como algumas relações que já foram e existiram no passado, mas que alguns teimam em ficar presos a elas, numa tentativa revivalista de que a relação possa surgir assim como que por um passe de mágica no presente... Será que ainda não se aprendeu que ninguém é de ninguém?

Mas adiante, isso são outros mil!

Este blog tem nova imagem! E agora que lhe ganhei o gosto, não sei por quanto tempo é que ele vai ficar assim. A ideia é que este blog fique com uma cara positiva, a transpirar felicidade, e possivelmente mudar de imagem com alguma frequência - a imitar a inconstância da vida. ;)


Até já!

Quinta-feira, Julho 02, 2009

Bolo de Sementes de Papoila

Não, no Festival MED não se encontrava somente música... :) Havia um sem número de comidas regionais e internacionais. Comidinha da boa, alguma daquela que se podia encontrar no MED. Para quem não come carne, estes festivais podem tornar-se uma autêntica tortura gastronomica. Felizmente, havia barraquinhas de comida vegetariana de alto nível! No segundo dia, descobri as maravilhas da doçaria.. Bolo de Sementes de Papoila..! Magnífico! Foi a minha sobremesa para os dias que se seguiram, fui uma cliente exemplar.. E agora? Agora, andei que nem uma louca a procura da receita. Não querem experimentar? :P

Ingredientes:
1 chávena* de chá de açúcar
200 gramas de manteiga em temperatura ambiente
2 ovos
1 e 1/2 chávena de chá de farinha
2 colheres de sopa de sementes de papoila
1/2 colher de chá de sal
2 colheres de chá de raspa de limão
1/4 de chávena de chá(50ml) de leite
1 colher de sopa de sumo de limão
2 colheres de chá de fermento em pó

*200 ml

Preparação:
Pré-aqueçer o forno à 160ºC. Untar uma forma. Ralar a casca do limão e retirar o sumo. Junte o sumo de limão com o leite. Reservar. Numa recipiente, misturar a farinha, o fermento e o sal. Reservar.
Bater a manteiga com o açúcar até formar um creme esbranquiçado e fofo. Juntar um ovo, bater bem para incorporar e só depois acrescentar o outro ovo. Juntar as sementes de papoila e a casca de limão e misturar. Depois, colocar um pouco do leite, bater um pouco da mistura da farinha e repetir a operação, terminando com a mistura da farinha. Por fim, antes de colocar na forma, misturar o creme manualmente, verificando se está homogêneo. Colocar na forma e ir ao forno por cerca de 40 minutos.

Et voilá!

Do Festival MED - Parte 2

Rabih Abou-Khalil, supreendeu-me, mais uma vez! Desta feita com a apresentação do seu Albúm "Em Português".. mais um grande concerto. Deixo-vos um cheirinho com o vídeo que deixo abaixo.



Que tal? :)